Abril Azul: Cabeleireira adapta salão para atender crianças com TEA no Acre

  • 05/04/2026
(Foto: Reprodução)
No Acre, cabeleireira adapta salão para atender crianças com TEA A ida a um salão de beleza pode ser desafiador para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), por conta de fatores como o barulho da tesoura, o toque e a luz, que podem causar desconforto. Por isso, um estabelecimento de Rio Branco adaptou seu funcionamento para atender o público com TEA. A dedicação ocorre desde o acolhimento e segue até o fim dos procedimentos feitos por lá, como explica a proprietária Miriam Cruz. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp "Quando ela [criança] chega no meu espaço, combinamos, eu e a mãe, uma forma de abordar, de não ser muito truculenta com a criança. Então, sentamos, eu bato um papo com a mãe, finjo que estou cortando um cabelo e vou inserindo aos poucos as crianças e vou conquistando a confiança dela", explica. Cabeleireira adapta salão para atender crianças com TEA no Acre Reprodução/Rede Amazônica Acre Segundo Miriam, esta adaptação teve início quando uma mãe não avisou que o filho era uma criança atípica. Como haviam muitas pessoas no salão, a cabeleireira percebeu o incômodo dela ao estar em um ambiente barulhento. "A partir disso criei toda uma estratégia para que isso não acontecesse mais", complementa a profissional sobre a iniciativa. O mês de abril tem como foco a conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), por meio da campanha Abril Azul. Neste período, é preciso refletir sobre o atendimento de crianças com TEA, que exige mais do que técnica, pois é necessário paciência, sensibilidade e respeito ao tempo de cada criança. LEIA TAMBÉM: Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo: conheça leis que garantem direitos a pessoas com TEA no Acre Acima da média nacional, Acre tem maior taxa de escolarização de pessoas com TEA no país, diz IBGE Estudante autista que conciliava estudos com artesanato é aprovada em psicologia na Ufac: 'Quero ajudar outras pessoas' Centro especializado promove atividades de conscientização sobre o autismo em Rio Branco; Veja O processo não é feito com pressa e pode levar mais tempo, com pausas, conversas e até distrações. O objetivo é fazer a criança se sentir segura durante o atendimento. Adaptação e respeito Uma das mães que leva a filha ao salão é a Nazaré Almeida, mãe da Maria Júlia, que tem TEA. Segundo ela, antes de encontrar a Miriam, todo o processo de modelar o cabelo da filha era feito em casa. Porém, a Maria Júlia não se adaptava. "Tentamos dois [salões], até então a Maju não se adaptou bem por conta da questão do som. A Maria Júlia tem muita sensibilidade sensorial quanto ao som, questão de tecido também, porque às vezes o salão tem um tecido que para ela machucava e ela acabava entrando em crise. Ela chorava muito, às vezes convulsionava, então demorou um tempinho até eu encontrar um local que ela se adaptasse e que esse local respeitasse a característica que ela tem, que é o autismo", diz. Adaptação do espaço tem como objetivo fazer a criança se sentir segura durante o atendimento Reprodução/Rede Amazônica Acre Conforme Nazaré, encontrar um lugar assim representa alívio. De acordo com ela, Maria Júlia é cuidada pela Miriam desde os três anos de idade, em um espaço onde é compreendida sem julgamentos. "Eu me sinto extremamente acolhida. Quando eu venho aqui, a Maria Júlia tem o horário só para ela. Não tem aquela quantidade de pessoas conversando, falando alto, correndo, gritando. Não tem vários aparelhos sensoriais, fazendo barulho para incomodar ela", detalha. Para Miriam, a retribuição que recebe das crianças é motivo de alegria, já que o atendimento vai além de um corte de acolhimento e representa acolhimento, inclusão e respeito, o que faz toda a diferença para essas crianças. "Eu fico muito feliz quando uma criança atípica sai daqui me abraçando, [dizendo] 'Tchau, tia, até a próxima vez'. Isso é muito gratificante", conclui. Reveja os telejornais do Acre

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/04/05/abril-azul-cabeleireira-adapta-salao-para-atender-criancas-com-tea-no-acre.ghtml


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