Professor passa por cirurgia de urgência de apendicite e esposa aponta negligência em atendimentos no AC: 'Diziam que eram gases'

  • 03/02/2026
(Foto: Reprodução)
ÁdriaTavares, acusa Saúde do estado de negligência após diagnostico tardio do marido “O apêndice do meu esposo estourou e ninguém percebeu, ele poderia ter morrido. Diante dos sintomas, era para ter sido encaminhado para um cirurgião e a situação ter sido evitada” É assim que a professora Ádria Ernesto Tavares, de 37 anos, descreve o drama que passou ao lado do marido e professor, Macileudo da Costa Lima, de 36 anos. A professora diz que o marido foi vítima de negligência médica da rede pública de saúde ao não ser diagnosticados logo com a doença. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Macileudo passou por uma cirurgia de urgência em um hospital particular no último dia 21, seis dias depois do início das dores. "Os médicos diziam que poderia ser apenas uma gastroenterite e que estava com gases. Sou professora e pesquiso muito, tenho quatro crianças, então, procuro me informar. Eu sentia que tinha algo errado e alguma coisa me dizia que ele estava com algo mais grave", informou. Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) informou que o atendimento seguiu os protocolos médicos, contudo, foi aberta uma apuração interna para analisar os prontuários e as condutas adotadas. Se houver irregularidades, serão tomadas as medidas necessárias. (Veja nota na íntegra abaixo) Macileudo Lima começou a sentir os sintomas de apêndice na última sexta-feira (16), mas só teve o diagnóstico na terça (21) Arquivo pessoal Início das dores Ádria explicou que o marido começou sentir náuseas, vômitos, fadiga intensa e dor abdominal, no dia 16. No dia seguinte, à noite, o quadro se agravou e as dores surgiram na região genital, o que levou o homem à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Sobral. Na unidade, a mulher afirma que o marido fez exames de sangue e urina, a pedido dos médicos e foi liberado com o uso de antibióticos e o diagnóstico de infecção urinária. Contudo, na tarde do dia 18 deste mês, ao perceber que o marido estava com o abdômen inchado, Ádria o levou ao Pronto-Socorro de Rio Branco. Ela diz que já suspeitava de apendicite e o professor chegou a ser atendido por três médicos no PS. A primeira profissional, segundo ela, pediu exames de sangue e urina. "Ela não se aproximou dele, não apalpou a barriga e falei que suspeitava de apendicite. Ela falou que poderia ser e pediu exames de sangue e urina. Questionei, falei que ele já tinha feito os exames, mostrei e ela falou que ele estava mesmo com infecção de urina, mas que pediria os exames", recordou. Macileudo que também é professor, segue em recuperação e ainda apresenta dificuldades para se alimentar Arquivo pessoal Mesmo com dor, a professora conta que o marido esperou cerca de quatro horas para os exames ficarem prontos e no retorno médico foi atendido por outro profissional. "Esse médico foi atencioso, pediu para ele deitar na maca, apalpou a barriga dele e também desconfiou de apendicite. Pediu uma tomografia do abdômen, mas meu marido tinha se alimentado, então, precisou ficar em jejum até pouco depois da meia noite. Esperamos mais umas quatro horas para mostrar o exame para o médico", lamentou. No retorno ao consultório Macileudo foi atendido por outra médica e, ao olhar a tomografia, disse que o professor estava com muitos gases. "Disse que não tinha sinais de apendicite e pediu para ele ficar tomando a medicação que a médica da UPA tinha prescrito. Mandou tomar injetável dexametazona e diclofenaco. Após tomar a medicação, liberou ele para casa", disse. Apendicite Ádria conta que não acreditou no diagnóstico e sentia que o marido não estava bem. No dia 19 ela tentou vaga com um médico particular para avaliar o marido, contudo, conseguiu vaga apenas para o dia seguinte. "O médico avaliou, fez uma abdominal total e viu que o estômago dele estava paralisado. Fez uma nova tomografia, exames de sangue e uma endocospia. Voltamos no dia seguinte e o médico falou que os exames continuavam alterados. Ao ver a tomografia percebeu que a apendicite estava no último estágio e ele foi para a sala de cirurgia", pontuou. A professora diz que, durante o procedimento, foi retirada parte do intestino do marido que já estava necrosada. "O médico disse que não sabe como ele aguentou, pois a apêndice estourada tinha feito um estrago muito grande no intestino, a cirurgia foi muito delicada. Acredito que Deus fez um milagre. A médica que atendeu ele por último poderia ter encaminhado para um cirurgião para avaliar a situação. Ele foi negligenciado", criticou. Responsabilização Ádria afirma ainda que pretende denunciar o caso ao Conselho Regional de Medicina (CRM) e ao Ministério Público do Acre (MP-AC). Macileudo segue em recuperação e ainda apresenta dificuldades para se alimentar, mas, segundo a família, evolui de forma positiva. O casal tem quatro filhos, de 3, 7 e e casal de gêmeos de 10 anos. "A situação do meu marido é delicada, estou me concentrando na recuperação dele, fora isso tem as crianças que sentiram muito esses dias tensos, tendo que ficar na casa da avó. O meu menino gêmeo regrediu esses dias, perdeu peso e estava visualmente abalado sentindo a falta do pai", finalizo. Nota na íntegra da Sesacre A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) informa que tomou conhecimento do caso envolvendo o professor Macileudo da Costa Lima, de 36 anos, que buscou atendimento na UPA da Sobral e no Pronto-Socorro, sendo posteriormente submetido a cirurgia de apendicite na rede privada. A Sesacre esclarece que o paciente recebeu atendimento e avaliação médica nas unidades, conforme os protocolos assistenciais vigentes. Diante das informações divulgadas, a Secretaria determinou a abertura de apuração interna para análise dos prontuários e das condutas adotadas. Caso seja identificada qualquer irregularidade, serão adotadas as medidas cabíveis. Secretaria de Estado de Saúde do Acre Reveja os telejornais do Acre

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/02/03/professor-passa-por-cirurgia-de-urgencia-de-apendicite-e-esposa-aponta-negligencia-em-atendimentos-no-ac-diziam-que-eram-gases.ghtml


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